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Michel Eyquem de Montaigne
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1533-1592

Montaigne na WIKIPÉDIA

 

“Todas as paixões que se deixam saborear e digerir, não são mais do que paixões medíocres”.

(“Ensaios”, I, 2)

 

 

 

“Nós devemos sujeição e obediência a todos os reis de igual modo, porque ela contempla a sua função; mas a estima, não mais do que o afecto, devemo-lo apenas à sua virtude”

(“Ensaios”, I, 3)

 

 

 

“Em verdade, mentir é um vício maldito. Somos homens e temo-nos uns aos outros apenas pela palavra”

(“Ensaios”, I, 9)

 

 

 

“Vi frequentemente homens serem incivilizados por excesso de civilidade, e importunos por excesso de cortesia”

(“Ensaios”, I, 13)

 

 

 

“ Obrigamo-nos nós ao hábito geral da nossa natureza, que se revê em tudo o que é vivo sobre o céu quando treme sob o efeito da dor? As próprias árvores parecem gemer com as ofensas que lhes fazem. A morte, no entanto, não se sente senão pelo discurso, tanto que é uma perturbação que só dura um instante”.

(“Ensaios”, I, 14)

 

 

 

“Eu descubro por experiência própria que é mais pela ansiedade com que imaginamos a morte, que nos tornamos ansiosos e perturbados com a dor, e que a sentimos duas vezes mais penosa do que a dor que nos ameaça matar”.

(“Ensaios”, I, 14)

 

 

 

“Assim como o corpo se torna mais firme quando a carga o retesa, assim acontece com a alma”.

(“Ensaios”, I, 14)

 

 

 

“A opinião é uma parte poderosa, audaciosa e sem medida”.

(“Ensaios”, I,14)

 

 

 

  “Verdadeiramente, não é a penúria, mas antes a abundância, que produz a avareza”.

(“Ensaios”, I, 14)

 

 

 

“Tudo contabilizado, é mais penoso conservar o dinheiro do que adquiri-lo”

(“Ensaios”, I, 14)

 

 

 

“Vivo um dia de cada vez, e contento-me de ter com que suprir as necessidades presentes e ordinárias; às extraordinárias, todas as provisões do mundo não saberiam satisfazer”.

(“Ensaios”, I, 14)

 

 

 

“A confiança na bondade alheia, é um testemunho de peso da bondade própria”

(“Ensaios”, I, 14)

 

 

 

“ (…) Se é mau viver em necessidade, ao menos, não temos necessidade alguma de viver em necessidade”.

  (“Ensaios”, I, 14)

 

 

 

“É incerto onde a morte nos irá esperar, por isso, esperemos a morte em toda a parte”.

(“Ensaios”, I, 20)

 

 

 

“Quem ensinasse os homens a morrer, ensinar-lhes-ia a viver”.

(“Ensaios”, I, 20)

 

 

 

“Como o nosso nascimento nos trouxe o nascimento de todas as coisas, também a nossa morte causará para nós a morte de todas as coisas”.

(“Ensaios”, I, 20)

 

 

 

“Desde o vosso nascimento, vocês estão encaminhados tanto para morrer como para viver”.

(“Ensaios”, I, 20)

 

 

 

 

“A vida não é em si boa, nem má: o bem e o mal existem segundo aquilo que fazem dela”.

(“Ensaios”, I, 20)

 

 

 

“Todos os dias a morte aproxima-se, no último ela chega”.

(“Ensaios”, I, 20)

 

 

 

“Os milagres existem de acordo com a nossa ignorância sobre a natureza, não de acordo com o ser da natureza”.

(“Ensaios”, I, 23)

 

 

 

“Sendo a regra das regras, e a mais geral das leis, que cada um siga em observância das que existem no lugar onde está”.

(“Ensaios”, I, 23)

 

 

 

“Trabalhamos apenas para preencher a memória e deixamos vazios o nosso entendimento e a nossa consciência. Do mesmo modo que os pássaros vão a qualquer lugar à procura de grão e transportam-no no bico sem o saborearem para alimentar as suas crias, assim os nossos pedantes pilham a ciência nos livros, e não a alojam senão na ponta dos seus lábios, para a regurgitar e soltá-la ao vento”.

(“Ensaios”, I, 25)

 

 

 

“Não tenho autoridade para que tenham de acreditar em mim, nem a desejo, sinto-me demasiado mal instruído para querer instruir outra pessoa”.

(“Ensaios”, I, 26)

 

 

 

“Saber de cor não é saber; é conservar o que se deu à guarda da memória. O que sabemos em efeito, expomo-lo sem consultar o mestre ou sem desviar o olhar para o seu livro. Deplorável suficiência, que não é mais do que uma pura suficiência livresca”.

(“Ensaios”, I, 26)

 

 

 

“O silêncio e a modéstia são qualidades muito convenientes para a conversação”

(“Ensaios”, I, 26)

 

 

 

“A mais expressa marca da sabedoria, é uma constante alegria; o seu estado é semelhante ao das coisas sob a luz da lua: sempre serenas”.

(“Ensaios”, I, 26)

 

 

 

“O verdadeiro espelho dos nossos discursos, é o curso das nossas vidas”.

(“Ensaios”, I, 26) 

 

 

 

“A novidade das coisas, mais do que a sua dimensão, incita-nos a procurar as suas causas”.

(“Ensaios”, I, 26)

 

 

 

“A glória e a curiosidade são os dois flagelos da nossa alma. Esta incita-nos a meter o nariz em toda a parte, e a primeira defende-nos de nada deixar irresoluto e por decidir”.

(“Ensaios”, I, 27)

 

 

 

“A comunicação é o alimento da amizade (…) ”.

(“Ensaios”, I, 28)

 

 

 

“Se alguém me dirigir a acção mais pura e excelente que exista, eu logo descobrirei nela cinquenta intenções maldosas. Sabe Deus, e quem o quiser compreender, da diversidade de imagens de que padece a nossa vontade íntima”.

(“Ensaios”, I, 37)

 

 

 

“Nada existe de mais insocial e sociável do que o homem: um pelo seu mau hábito, o segundo pela sua natureza”.

(“Ensaios”, I, 39)

 

 

 

“Precisamos de mulheres, crianças, bens e, acima de tudo e para quem possa, saúde; mas não devemos prender-nos a tudo isso de forma que deles dependa a nossa felicidade. Devemos reservar-nos um recanto *, um refúgio só nosso, no qual estabeleçamos a nossa verdadeira liberdade e o nosso lugar eleito de retiro e solidão”.

(“Ensaios”, I, 39)

* No original “une arrière-boutique” a que corresponde a nossa « sub-loja », dependência para armazenamento de artigos umbilicada à loja comum, e ao comércio do mundo.

 

 

 

“A maior coisa do mundo, é saber viver em si”.

(“Ensaios”, I, 39)

 

 

 

“A inclinação que mais contraria o retiro e a paz, é a ambição. A glória e o repouso não podem alojar-se no mesmo abrigo”.

(“Ensaios”, I, 39)

 

 

 

“De todos os devaneios do mundo, o mais distribuído e universal, é o da obsessão pela reputação e pela glória (…) ”.

(“Ensaios”, I, 40)

 

 

 

“Os bens concedidos pela fortuna, tal como são, carecem ainda do sentimento para os saborear. É a fruição, e não a posse, que nos torna felizes”.

(“Ensaios”, I, 42)

 

 

 

“ (…) A mínima picada de um alfinete e as paixões da alma, são suficientes para nos fazer esquecer o prazer de sermos monarcas do mundo”.

(“Ensaios”, I, 42)

 

 

 

“Quem não se dá tempo para ter sede, não saberá ter prazer em beber”

(“Ensaios”, I, 42)

 

 

 

 "A razão bem nos ordena, seguir todos os dias o mesmo caminho; mas não nos ordena seguir sempre na mesma caravana".

(“Ensaios”, I, 44)

 

 

 

“Se nos divertíssemos a olhar para nós de vez em quando; e durante o tempo que dedicamos a controlar os outros e a conhecer as coisas que estão fora de nós, o empregássemos a sondar-nos a nós próprios, sentiríamos sem dificuldade quanto da nossa personalidade é composta de peças frágeis e defeituosas”.

(“Ensaios”, I, 53)

 

 

 

“Não pensamos naquilo que queremos senão no instante em que o desejamos, e mudamos de um momento ao outro como essa criatura que toma a cor do lugar onde se esconde”.

(“Ensaios”, II, 1)

 

 

 

“O pior estado do homem, é quando ele perde o conhecimento e o domínio de si”.

(“Ensaios”, II, 2)

 

 

 

“Com que facilidade nós passamos do velar ao dormir! Com tão pouco interesse, perdemos o consciência da luz e de nós mesmos!”.

(“Ensaios”, II, 6)

 

 

 

“Muitas coisas nos parecem maiores, não em virtude do seu efeito mas sim da imaginação”.

(“Ensaios”, II, 6)

 

 

 

“O meu ofício e a minha arte, é viver”

(“Ensaios”, II, 6)

 

 

 

“ (…) A honra é um privilégio, que retira da sua raridade a sua principal essência”.

(“Ensaios”, II, 7)

 

 

 

“Nenhum homem de coração sofre qualquer dano, em se avantajar ao que tem de comum com os outros”

(“Ensaios”, II, 7)

 

 

 

“ (…) Quando perdemos amigos nossos, não há consolação mais doce do que a noção de não ter ficado nada de esquecido por lhes dizer, e de ter mantido com eles uma perfeita e íntegra comunicação”.

(“Ensaios”, II, 8)

 

 

 

“ [Há] um certo respeito e um dever geral de humanidade que nos une, não somente aos animais que têm vida e sentimentos, mas também ás árvores e plantas”.

(“Ensaios”, II, 11)

 

 

 

 

"Decerto é o homem um ser espantosamente vão, diverso e ondulante. Difícil é estabelecer sobre ele um juízo constante e uniforme"

("Ensaios", I, 1)

 

 

 

"A alma que não tem um ponto de mira, perde-se, pois, como é costume dizer, é não estar em parte nenhuma em todo o lado estar"

("Ensaios", I, 8)

 

 

 

"(...) É a amizade o cume da perfeição da sociedade. Pois, em geral, todas as que o prazer ou o proveito, a necessidade pública ou a privada, forjam e alimentam, são tanto menos belas e nobres, e tanto menos amizades, porque misturam outras causas, fins e interesses com a própria amizade".

("Ensaios", I, 28)

 

 

 

"Quanto ao casamento, além de ser um acordo em que só a entrada é livre (...) sobrevêm nele um milhar de complicações vindas de fora, que é preciso desenvencilhar, e que são suficientes para romper o fio e perturbar o curso de um vivo afecto"

("Ensaios", I, 28)

 

 

 

"Receio bem que tenhamos mais olhos que barriga, e mais curiosidade que capacidade. Tudo abarcamos, mas nada senão vento capturamos"

("Ensaios", I, 31)

 

 

 

"Gostaria que cada um escrevesse sobre o que sabe, e quanto disso sabe, não apenas a respeito desse assunto mas a respeito de todos, pois uma pessoa pode ter algum conhecimento particular, ou alguma experiência, da natureza de um rio ou de uma fonte, sem, quanto ao resto, saber o que toda a gente sabe"

("Ensaios", I, 31)

 

 

 

 

"(...) Cada um chama bárbaro ao que não está de acordo com os seus hábitos; e, na verdade, parece que não temos outro critério de verdade e de razão que o exemplo e o ideal das opiniões e usos do país onde estamos"

("Ensaios", I, 31)

 

 

 

"A valia e o mérito de um homem consistem no seu ânimo e na sua vontade; á aí que reside a sua verdadeira honra; a valentia é a firmeza, não das pernas e dos braços, mas do ânimo e da alma; não consiste ela no valor do nosso cavalo ou das nossas armas, mas no nosso"

("Ensaios", I, 31)

 

 

 

"Pode-se dizer que,muito plausivelmente, há uma ignorância que precede o saber e uma outra, doutoral, que se lhe segue, ignorância esta que o saber produz e engendra da mesma maneira que desfaz e destrói a primeira"

("Ensaios", I, 54)

 

 

 

"Flutuamos entre diversas opiniões: nada queremos livremente, nada absolutamente, nada constantemente"

("Ensaios", II, 1)

 

 

 

"O que agora mesmo acabámos de projectar, em breve o viremos a alterar, e, pouco mais tarde, voltaremos sobre os nossos próprios passos: tudo não é senão oscilação e inconstância"

("Ensaios", II, 1)

 

 

 

"Ninguém traça um projecto certo da sua vida - só planeamos pequenas partes dela. O arqueiro deve primeiro saber onde visa e só depois a esse fim ajeitar a mão, o arco, a corda, a flecha e os gestos. Os nossos projectos extraviam-se porque não têm direcção nem ponto de mira. Nenhum vento serve àquele que não tem porto de destino"

("Ensaios", II, 1)

 

 

 

"Somos todos feitos de retalhos, entretecidos tão disformemente que cada elemento e cada momento age por conta própria. E tanta diferença há entre nós e nós mesmos como entre nós e outra pessoa"

("Ensaios", II, 1)

 

 

 

"Podemos, pelo hábito e pela experiência, fortalecermo-nos contra as dores, a vergonha, a indigência e outros acidentes do género, mas, quanto à morte, só a podemos ensaiar uma vez - quando a ela chegamos, todos somos aprendizes"

("Ensaios", II, 6)

 

 

 

"Não concebo nenhum estado que me seja mais insuportável e horrível que o de ter a alma viva e aflita mas sem meios de se exprimir, como eu diria que é aquilo que se passaria com aqueles que são enviados para o patíbulo com a língua cortada"

("Ensaios", II, 6)

 

 

 

"Nenhuma virtude beneficia da falsidade e a verdade nunca constitui matéria de erro"

("Ensaios", II, 6)

 

 

 

"Se alguém se inebria com o seu saber ao olhar para baixo de si, que volte o olhar para cima, rumo aos séculos passados, e abaixará os cornos ao encontrar aí tantos milhares de espíritos que o calcam aos pés"

("Ensaios", II, 6)

 

 

 

"Não avançamos, de modo algum, antes andamos às voltas de um lado para o outro. Seguimos os nossos próprios passos. Temo que o nosso conhecimento seja fraco em todos os sentidos: não vemos nem muito longe nem muito para trás; é um conhecimento que pouco abarca e pouco vive, curto em extensão de tempo e de matéria"

("Ensaios",  III, 6)

 

 

 

" (...) O viajar parece-me uma actividade proveitosa. Através dela, a alma exercita-se continuamente a observar coisas desconhecidas e novas; não sei de melhor escola (...) para formar a vida que incessantemente lhe apresentar a diversidade de tantas outras vidas, opiniões e costumes, e dar-lhe a provar uma tão perpétua variedade de formas da natureza humana"

("Ensaios", III, 9)

 

 

 

"Eu sei que a amizade tem braços compridos para enlaçar e juntar quem está em partes opostas do mundo, e especialmente, a amizade conjugal, em que há um contínuo intercâmbio de atenções que reforçam a ligação e reavivam a lembrança"

("Ensaios", III, 9)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Os "Ensaios" online:

 

Inglês:

http://oregonstate.edu/instruct/phl302/texts/montaigne/m-essays_contents.html

 

Francês:

http://www.bribes.org/trismegiste/montable.htm

 

 

 

Biografia e questões biográficas:

 

http://educaterra.terra.com.br/voltaire/artigos/montaigne.htm

 

 

http://campussocial.ulusofona.pt/A%20M%C3%A3e%20Judia.pdf

 

 

 

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